07/05/2010

Prefeitura quer evitar contestações?

Os moradores ficaram tão indignados com a carta (à esquerda, clique para ampliar) que receberam da Emurb, impondo a liberação dos imóveis para que técnicos pudessem fazer medições, que não atentaram para um detalhe. Lá, não se fala em Operação Urbana Água Espraiada, mas em obras dos Túneis de Prolongamento da Avenida Roberto Marinho. Também na internet, o EIA RIMA até anteontem disponível, que trazia o antigo projeto da Operação Urbana, foi finalmente modificado depois que o São Paulo Zona Sul insistiu em apontar o erro. Só que, em seu lugar, surge um documento editado, sem imagens e que não se refere à Operação Urbana Água Espraiada. Adivinhem? Isso mesmo, fala das obras dos túneis de Prolongamento da Avenida Roberto Marinho e implantação de parque linear... Clique aqui para ver os arquivos no site da Prefeitura
Mais detalhes em http://ftp.jornalzonasul.com.br/pdf/2470.pdf

2 comentários:

Maria Helena Tozzi disse...

Vejam como a Prefeitura é desonesta.
De ontem para hoje publicou no site da Secretaria do Verde e Meio Ambiente o EIA/RIMA do novo Projeto. O mesmo está incompleto faltando dados, fotos e uma serie de informações ao proprietarios que serão desapropriados.
Isso é simplesmente um desrespeito e uma vergonha com a população

protejacidadevargas disse...

Verifiquei em DESAP (Seção de registro e Controle de desapropriações/DESAP 502 - Rua Conselheiro Furtado 166 - Térreo) que o Decreto 51037 de 2009, mencionado neste comunicado, se refere às áreas do Projeto original, portanto não pode ser utilizado ao se referir às áreas passíveis de desapropriação conforme novo estudo, que não possui caráter oficial.
Portanto, legalmente, estas áreas não são de utilidade pública, e nenhum órgão público ou empresa privada pode se embasar neste documento para qualquer finalidade que seja, entre estas o acesso aos imóveis para realizar levantamento topográfico.
A comunidade afetada deve se articular antes mesmo que tal limite de desapropriação venha a ser alterado, uma vez que este novo estudo não se sustenta tecnicamente, pois prevê a destruição de uma área urbana consolidada, sem que tenha demonstrado, até o momento, qualquer benefício concreto equivalente ao transtorno que causará na região afetada.
Fellipe (Cidade Vargas)
protejacidadevargas@gmail.com

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