Em entrevista ao Jornal da Tarde, um engenheiro da Prefeitura defende o novo traçado para o túnel de ligação entre a avenida Jornalista Roberto Marinho e a Rodovia dos Imigrantes. Roberto Mulin diz que se o traçado original fosse mantido mais famílias seriam atingidas, pois o túnel seria maior. Mas, o que ele não diz e o jornal não questionou é que no traçado maior a saída do túnel seria em um bairro onde não há casas. Seriam certamente necessários mais poços de ventilação, mas é inegável que a quantidade de casas atingidas pela desembocadura do túnel na rodovia seria muito menor. Ele também não comenta nada sobre o projeto realmente original, que previa reurbanização da região de Americanópolis com a abertura dessa ligação em avenida...
Veja a matéria completa aqui
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11/05/2010
07/05/2010
Prefeitura quer evitar contestações?
Os moradores ficaram tão indignados com a carta (à esquerda, clique para ampliar) que receberam da Emurb, impondo a liberação dos imóveis para que técnicos pudessem fazer medições, que não atentaram para um detalhe. Lá, não se fala em Operação Urbana Água Espraiada, mas em obras dos Túneis de Prolongamento da Avenida Roberto Marinho. Também na internet, o EIA RIMA até anteontem disponível, que trazia o antigo projeto da Operação Urbana, foi finalmente modificado depois que o São Paulo Zona Sul insistiu em apontar o erro. Só que, em seu lugar, surge um documento editado, sem imagens e que não se refere à Operação Urbana Água Espraiada. Adivinhem? Isso mesmo, fala das obras dos túneis de Prolongamento da Avenida Roberto Marinho e implantação de parque linear... Clique aqui para ver os arquivos no site da Prefeitura
Mais detalhes em http://ftp.jornalzonasul.com.br/pdf/2470.pdf
Mais detalhes em http://ftp.jornalzonasul.com.br/pdf/2470.pdf
06/05/2010
Confusões
Na edição de amanhã, o jornal São Paulo Zona Sul publica matéria mostrando o desencontro de informações que vem cercando a Operação Urbana Água Espraiada.
Vale destacar que qualquer obra pública de envergadura gera desapropriações e que elas sempre deixarão famílias inteiras surpresas ou indignadas. Sem falar nos transtornos que podem gerar.
Se não fossem as famílias da Vila Fachini, as atingidas, seriam do Jardim Lourdes. Todas têm histórias a zelar, todas têm motivos para não aceitar com facilidade a ideia de ter de perder suas casas.
Por isso mesmo, transparência e respeito durante o processo que antecede as obras são o mínimo que se pode exigir. Valores compatíveis ao mercado também, mas isso a Prefeitura tem garantido que não será diferente - se alguma família considerar o valor abaixo do praticado, pode recorrer à justiça. Enquanto a decisão não sai - o processo é rápido, ao contrário do que se imagina - a Prefeitura já deposita em juízo o valor inicialmente proposto.
O vídeo postado ontem mostra apenas parte dessa confusão. A carta enviada pela Emurb essa semana a alguns moradores e que está no blog www.tragediasocialjabaquara.blogspot.com é outro método bastante agressivo de se relacionar com famílias que já estão abaladas pela notícia da desapropriação. Em especial se relacionarmos essas cartas com o histórico de confusões da obra.
A matéria poderá ser lida a partir de meia-noite de hoje, pelo site: www.jornalzonasul.com.br. E a partir de amanhã, postaremos algumas outras opiniões sobre as mudanças de projeto, o futuro da região e o histórico da Operação Urbana.
Vale destacar que qualquer obra pública de envergadura gera desapropriações e que elas sempre deixarão famílias inteiras surpresas ou indignadas. Sem falar nos transtornos que podem gerar.
Se não fossem as famílias da Vila Fachini, as atingidas, seriam do Jardim Lourdes. Todas têm histórias a zelar, todas têm motivos para não aceitar com facilidade a ideia de ter de perder suas casas.
Por isso mesmo, transparência e respeito durante o processo que antecede as obras são o mínimo que se pode exigir. Valores compatíveis ao mercado também, mas isso a Prefeitura tem garantido que não será diferente - se alguma família considerar o valor abaixo do praticado, pode recorrer à justiça. Enquanto a decisão não sai - o processo é rápido, ao contrário do que se imagina - a Prefeitura já deposita em juízo o valor inicialmente proposto.
O vídeo postado ontem mostra apenas parte dessa confusão. A carta enviada pela Emurb essa semana a alguns moradores e que está no blog www.tragediasocialjabaquara.blogspot.com é outro método bastante agressivo de se relacionar com famílias que já estão abaladas pela notícia da desapropriação. Em especial se relacionarmos essas cartas com o histórico de confusões da obra.
A matéria poderá ser lida a partir de meia-noite de hoje, pelo site: www.jornalzonasul.com.br. E a partir de amanhã, postaremos algumas outras opiniões sobre as mudanças de projeto, o futuro da região e o histórico da Operação Urbana.
02/05/2010
Prefeitura está com pressa
Novo leilão de Cepacs será na terça, dia 4
Um novo leilão de Certificados de Potencial Adicional de Construção para a Operação Urbana Consorciada Água Espraiada vai acontecer na próxima semana junto à BM&FBOVESPA, Mercado de Balcão. Serão negociados 170 mil títulos ao valor mínimo de R$ 715 cada, perfazendo R$ 121.550.000,00 - valor que a Prefeitura espera que seja superado, conforme interesse de investidores nos papéis.
O leilão acontece na terça, 4 de maio, das 12:30 às 12:45 hs.
Clique na figura abaixo para ver o edital completo
Um novo leilão de Certificados de Potencial Adicional de Construção para a Operação Urbana Consorciada Água Espraiada vai acontecer na próxima semana junto à BM&FBOVESPA, Mercado de Balcão. Serão negociados 170 mil títulos ao valor mínimo de R$ 715 cada, perfazendo R$ 121.550.000,00 - valor que a Prefeitura espera que seja superado, conforme interesse de investidores nos papéis.
O leilão acontece na terça, 4 de maio, das 12:30 às 12:45 hs.
Clique na figura abaixo para ver o edital completo
01/05/2010
O jornal São Paulo Zona Sul e a Operação Urbana Água Espraiada
O Jornal São Paulo Zona Sul está completando 50 anos. Surgiu em 1960, a partir da iniciativa de líderes comunitários que viviam na região do Jabaquara e sentiam as carências de um bairro ainda desprovido de recursos básicos como água, luz, asfalto pelas ruas, transporte público... Para quem não sabe, a Cidade Vargas foi um bairro planejado e que teve facilidades de financiamento para integrantes dos Sindicatos dos Jornalistas e Comerciários - daí o nome de várias vias do bairro - e por isso atraiu vários deles para que constituíssem moradia ali. O fundador do jornal, Luis Ismar D'Angelo Netto era um desses pioneiros do bairro. E uma das primeiras lutas dessas lideranças - que se transformou, inclusive, em manchete da primeira edição do SPZS - foi a abertura de uma avenida, a Tereza Cristina, facilitando a circulação da população não só do Jabaquara como de bairros do Ipiranga, Saúde, Vila Mariana que passaria a ter acesso à região central da cidade. Anos depois, essa proposta se concretizaria: a avenida existe até hoje mas está desmembrada entre Abraão de Moraes, Ricardo Jafet e a própria Tereza Cristina.
Mas, o que tem tudo isso a ver com a Avenida Jornalista Roberto Marinho? Muito.
Mas, o que tem tudo isso a ver com a Avenida Jornalista Roberto Marinho? Muito.
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